Decisão do Comité Intergovernamental da UNESCO sobre o relatório quadrienal do “Processo de Confeção da Louça Preta de Bisalhães”


Já é conhecida a decisão do Comité Intergovernamental para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial da UNESCO sobre o relatório quadrienal referente ao “Processo de Confeção da Louça Preta de Bisalhães”, submetido pelo Município de Vila Real em dezembro de 2024.

A decisão, que é positiva, teve em consideração compromisso do Município na salvaguarda do elemento patrimonial reconhecido pela UNESCO, nomeadamente através da avaliação sistemática e implementação de medidas de salvaguarda, e dos esforços para reforçar a viabilidade do elemento através da capacitação, de programas de formação e de atividades de sensibilização e educativas, com o envolvimento dos oleiros e dos parceiros locais.

Por outro lado, tomou nota dos esforços dos parceiros locais e nacionais para promover o elemento para além das fronteiras municipais e regionais, bem como das iniciativas educativas dirigidas às gerações mais jovens e aos potenciais futuros portadores deste património cultural imaterial.

Esta decisão do Comité incentiva o Município a continuar a melhorar as condições de trabalho dos oleiros e a garantir o seu acesso ao barro e a outros recursos necessários e, adicionalmente, a prosseguir os esforços para documentar este processo de fabrico e revitalizar a sua prática, e a apoiar iniciativas lideradas pela comunidade destinadas a salvaguardar o elemento, promovendo simultaneamente a consciencialização sobre a natureza evolutiva e dinâmica do património cultural imaterial.

Assim, o “Processo de Confeção da Louça Preta de Bisalhães” mantém a chancela de Património Imaterial reconhecido pela UNESCO. Para Mara Minhava, Vereadora da Cultura, “a decisão da UNESCO reforça a importância da salvaguarda da Louça Preta de Bisalhães, um património identitário de elevado valor cultural, cujo processo de transmissão e valorização continuará a ser uma prioridade do Município, em articulação com os oleiros e a comunidade local”.

Alexandre Favaios, Presidente da autarquia, refere que “esta avaliação favorável da UNESCO valida o percurso que o Município tem vindo a desenvolver na salvaguarda da Louça Preta de Bisalhães e reforça a nossa responsabilidade para continuar a garantir as condições necessárias à continuidade deste saber ancestral, afirmando este património como um valor identitário de Vila Real, com expressão em Portugal e no mundo.”