ANDOR DA SENHORA DA PENA E TUNAS DO MARÃO E ALVÃO EM DESTAQUE NAS COMEMORAÇÕES DO DIA INTERNACIONAL DO PATRIMÓNIO CULTURAL IMATERIAL


Vila Real esteve em destaque nas comemorações do Dia Internacional do Património Cultural Imaterial, que decorreram a 16 e 17 de outubro, na Casa das Artes, no Porto, com a apresentação de duas manifestações do concelho reconhecidas em 2026: o Andor da Senhora da Pena e o Toque – Tradição das Tunas do Marão e do Alvão.
No dia 16, a partir das 14h00, a cerimónia incluiu a entrega das placas de reconhecimento às manifestações inscritas no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, seguindo-se breves apresentações promovidas pelas entidades proponentes e comunidades detentoras destas tradições.
A participação de Vila Real deu visibilidade à devoção associada ao Andor da Senhora da Pena e à tradição musical das Tunas Rurais do Marão e do Alvão. Esta última manifestação foi apresentada no âmbito de uma parceria entre o Arquivo de Memórias e os municípios de Vila Real, Santa Marta de Penaguião e Amarante. A Tuna da Campeã encerrou o primeiro dia de comemorações, levando ao evento a expressão viva desta herança musical.
O programa integrou ainda a inauguração da exposição itinerante «Culturas Vivas – Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial 2026», que reúne objetos representativos das manifestações reconhecidas. Esta mostra irá percorrer outros locais para apresentar ao público as manifestações inscritas no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial durante o corrente ano.
Para a vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Vila Real, Mara Minhava, “este reconhecimento valoriza a identidade e a memória das nossas comunidades, mas reforça também a responsabilidade de criar condições para que estas tradições continuem vivas e sejam transmitidas às novas gerações”.
A participação nesta iniciativa reflete o trabalho desenvolvido pelo Município de Vila Real na investigação, documentação, valorização e salvaguarda do património cultural, material e imaterial. A cooperação com comunidades, associações e instituições tem sido fundamental para preservar práticas, saberes e expressões que constituem parte integrante da identidade do território e assegurar a sua continuidade no futuro.